Hulk: Esmaga Tudo #3 enfatiza o Imortal Hulk e reconstrói fases hediondas.



Embora Ryan North (roteiro) possa ser simpatizante da cultura degradante que se impregnou na Marvel e em todos os cantos do mundo, ele parece ser uma boa aquisição ao Hulk no que diz respeito a uma retomada. O que chama atenção em 'Hulk: Esmaga Tudo' #3, é como a arte de Vincenzo Carratù se torna galhofa em algumas páginas quando o Hulk permanece preso no buraco negro... o desenhista, se viu na obrigação de enfatizar períodos ridículos que o personagem vivenciou pós-Imortal Hulk, que inclusive, é homenageado aqui de forma respeitosa para com o trabalho feito por Joe Bennett.

Como o tempo avançou, o Hulk se tornou a versão insossa do Donny Cates, o escritor emo e cheio de frescura que fez um Bruce Banner (absurdamente rejuvenescido) controlar o Hulk, transformando-o numa nave estelar, apenas para uma nova versão malévola, fruto de seu abuso infantil, aflorar.

O problema, que poderia sabotar a qualidade da terceira parte da minissérie, se encontra exatamente na tentativa frustrada da Marvel de atrair os novos leitores (pré-adolescentes), sendo que, os mesmos, leem pela internet, não garantindo cópias para ajudar no que deveria ser relevante como apelo comercial.

Ao menos, é uma história do incrível Hulk, com sua raiva aumentando desproporcionalmente sua força assim como sua resistência física, e mesmo despedaçado, algo que o Imortal Hulk mostrou insanamente bem, ele não morre, a raiva o alimenta o suficiente para esmagar o que quer que seja para finalmente ficar sozinho, assim como quando ele arrancou a última estrela do multiverso quando possuído por uma entidade que se alimenta de sua raiva, usando-o como uma concha vazia... aqui, o Hulk é apenas a versão selvagem/clássica, zangado o suficiente para que seu alter ego, Bruce Banner, seja, de alguma forma, submergido em seu inconsciente.


Roteiro: Frenético, enfatiza a importância de O Imortal Hulk e reconstrói duas fases hediondas: a de Donny Cates e a panfletagem ideológica de Phillip Kennedy Johnson e Nic Klein.

Arte: Varia entre traços colossais e alguns um tanto quanto modernos que podem incomodar o leitor.

Equipe criativa: Faz o seu papel, há de fato uma grande contribuição nos cenários de fundo.

Avaliação final: 8.9 (de 10).

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