O Imortal Hulk vs. O Demolidor.
Quinta Impressão de Immortal Hulk #1 (2018).
Após as cinquenta edições de O Imortal Hulk, o terror cessou na Marvel, ou melhor, cedeu lugar a um terror para adolescentes, tornando as HQs de seus personagens, menos violentas graficamente. Stephanie Phillips, feminista assumida, foi encarregada de direcionar O Demolidor para uma abordagem semelhante ao Imortal Hulk. Phillips, ganhou experiência no gênero do suspense/terror, Devil Within, é o maior exemplo de uma HQ obscura publicada por uma editora independente... na trama, Phillips explora um caso de possessão demoníaca que, segundo ela, a deixou impressionada pela veracidade dos fatos, reconstituído em um casal de lésbicas (forte conotação com o gênero LGBT), no qual, uma das protagonistas, é atormentada pelo Diabo, com uma arte mais do que competente do artista Maan House, incluindo citações ao filme O Exorcista, não deixando o leitor, fã do clássico de William Friedkin, desapontado, tudo é espontâneo.
Quinta Impressão de Daredevil #1 (2026).
Elementos extraídos de O Exorcista, assim como O Bebê de Rosemary, estão presentes no Imortal Hulk, tornando a série um fenômeno de vendas e aceitação. Em O Imortal Hulk, vemos Bruce Banner sendo castigado pelo Diabo, tendo a permissão concedida pelo divino para isso, essa entidade malévola, habita nas profundezas do inferno, arrastando Banner e seu alter egos, alimentando-se da raiva do Hulk e consumindo todos, de algozes até aliados, enquanto o diabo interior de Banner, proclama o Armagedom, com o objetivo de tornar o mundo um lugar melhor para se viver, livrando os humanos fracos do capitalismo e de toda a praga que, a humanidade, com toda sua arrogância, joga no mundo, uma destruição necessária, onde a raiva do Hulk seria direcionada para um bem maior. O bem vence o mal, tudo renasce!
Terceira Impressão de Immortal Hulk #15 (2019).
Já em O Demolidor, temos um Matt Murdock que não é mais um advogado, e sim um professor que agora ensina a lei para alunos inclusivos, não há, ao menos até agora em quatro edições, o porquê da mudança repentina de profissão do personagem, da qual ele era mais do que gabaritado. Um novo vilão, Presságio, quebra o Demolidor, não só fisicamente, como psicologicamente, algo que deixa o leitor enervado, fazendo-o embarcar numa jornada noir com uma arte cabulosa de Lee Garbett que, diferente do plagiador bajulado, Nic Klein, consegue transmitir o terror que a nova série do Demolidor deve apresentar. Se em O Imortal Hulk temos páginas voltadas ao gore explícito e escatológico, no Demolidor, o terror está estampado nos olhos das pobres vítimas do vilão, que são arrancados impiedosamente em cada edição. O problema da série, além das lacunas não preenchidas da escritora, será paciência dos leitores que será testada quando, o Homem Sem Medo, está todo quebrado desde a primeira edição, e de que forma os novos personagens terão um papel significativo em tudo isso. O sofrimento de Banner em O Imortal Hulk, não se dá na primeira edição, e não é qualquer vilão que fez ele passar pelo que ele passou, foi algo muito maior... já Presságio, está mais do que claro que ele não é humano, e sim algo sobrenatural, e muitas coisas ainda mais cabulosas vão surgir depois disso, mas nada tão grandioso como ocorreu na jornada de Bruce Banner. Elektra, em sua versão masculinizada, voltará na série do Demolidor, e por mais que Al Ewing tenha lacrado em O Imortal Hulk, creio que nada será pior do que Stephanie Phillips fará, permanecendo na zona de conforto com desenhistas feministos, com toda a igualdade social se fortalecendo na Marvel.



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