Kevin Smith & Andy McElfresh entregam uma história complexa do Hulk.



Tudo começa quando uma horda de vilões decidem fazer um arrastão num dia santo... o Homem-Aranha, surge com suas piadas costumeiras e, em seguida, o Hulk esmaga ao seu modo, abatendo implacavelmente os vilões, mas deixando algumas vítimas. Logo, um padre, que não poupa elogios ao aracnídeo, chega à seguinte conclusão: o verdão, é na verdade um demônio que precisa ser exorcizado de seu alter ego para que o mesmo possa salvar sua alma.


O que Banner estaria fazendo ali?


Cansado de buscar meios científicos para se curar de sua maldição, o cientista encontra a paz dentro da igreja após um embate com seu sogro, ele fica fascinado com a crença/fé das pessoas para com o onipotente, teorizando, ele está convicto que o problema não se encontra nos raios gama, e sim na origem dos mesmos. Seguem-se diálogos bem construídos e muito ceticismo... a arte, está dentro de uma atmosfera light por conta da participação do Aranha.

Inevitavelmente, a ação não vai parar, e o exorcismo de Banner, será interrompido abruptamente por conta de algo inesperado que deixe o Hulk ainda mais enfurecido... ou quem sabe os dois roteiristas acabem optando por soluções imprevisíveis. O preocupante, é que a trama pode se tornar a idiotice apresentada no exorcista de David Gordon Green... mas, o Hulk é uma força destrutiva movida pela raiva, portanto, Banner terá de abraçar o amor ao seu redor para o monstro ser mandado para o inferno, e isso não pode acontecer... já que, a raiva, é o motor propulsor para a imortalidade.


Roteiro: Narrativa bem construída.
Arte: Condizente com a pegada do roteiro.
Equipe criativa: Reforça a qualidade promissora da edição.
Avaliação final: 8.9 (de 10).

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