A sequência do seriado televisivo do Hulk.


A Volta do Incrível Hulk (1988).


Após o último episódio da quinta e última temporada da série, houve um hiato de seis anos sem o Hulk dar as caras na tevê, parecia ser o fim da jornada de David Bruce Banner em busca de uma cura para sua maldição. O curioso, foi o repórter Jack McGee não ter dado as caras nos últimos episódios, deixando uma dúvida na mente dos telespectadores.

Como a série não pôde alcançar uma sexta temporada, o que restou era apostar em filmes feitos diretamente para a tevê, e considerando a seriedade das quais muitas dessas produções eram feitas, como O Exorcista do DemônioOs Três Desejos de Billy GrierO Segredo de KateDavid, e tantas outras dessa época... um telefilme do Incrível Hulk, não podia ser diferente, os elementos que tornaram a série do Hulk antológica, estariam enraizados, trazendo até mesmo outros personagens da Marvel, com participações mais do que especiais... Thor, foi o primeiro que apareceu, dando muito certo.

Com direção de Nicholas Corea (que trabalhou na série), e do próprio Bill Bixby, com roteiros de Stan Lee e Corea, o primeiro telefilme que marca a volta do Incrível Hulk para a tevê, foi bem sucedido, ao menos para os já familiarizados com a fórmula que tornou o seriado um sucesso mundial. Como médico/cientista, David Banner sabe que não faltaria oportunidades para ele (nem roupas), já que ele sempre está ou trabalhando em um laboratório, sendo até mesmo promovido por seus esforços, ou ao lado de uma bela mulher, provocando os fãs que se colocam num patamar de inferioridade, concluindo que Banner é deveras mulherengo, e não o cientista com fisionomia de sonso e sofrido.

Quando tudo parecia estar se encaminhando bem para Banner, estando muito perto de extrair a radiação gama de suas células (embora o processo pudesse dar errado), ele recebe a visita de um velho amigo, o doutor Donald Blake, que se separou de um grupo de arqueólogos que seguia numa expedição para o norte. Thor, é um guerreiro arrogante que, pelas ordens de seu pai, Odin, o condenou a jamais entrar em Valhalla, até que tivesse realizado uma série de tarefas para redimir seu passado. A curiosidade de Blake, ao encontrar o martelo místico do viking, provoca a ressurreição do guerreiro, que deve obedecer as ordens de seu mestre, caso contrário, permanecerá na escuridão para sempre.

Ansioso para lutar com alguém que sempre esperou que pudesse rivalizar com sua força e determinação, Thor (Eric Kramer), provoca a ira de Banner (Bill Bixby), e o Hulk (Lou Ferrigno) ressurge após um longo período que se encontrava dormente no inconsciente do cientista. A batalha entre os dois titãs, não poderia ser outra a não ser aquela que preza pelo respeito entre os dois personagens, um Hulk que não quer ser vencido, e um Thor que respeita seu oponente.

Mesmo com uma produção de baixo orçamento, que inclui Bill Bixby, Nicholas Corea e Daniel McPhee, como responsáveis, e alguns furos de roteiro que vão incomodar por muito tempo os adolescentes aficionados por escala de poder da geração TikTok, 'A Volta do Incrível Hulk' permanece como um telefilme atemporal. É, com certeza, inesquecível!


Curiosidades:

Jack McGee (Jack Colvin), faz sua última aparição.



O Julgamento do Incrível Hulk (1989).


Trabalhando numa lavoura, e visivelmente abatido, Banner decide evitar, a todo custo, suas transformações no Hulk, embora seja difícil, já que ele sempre é intimidado, de uma forma ou de outra. O segundo telefilme da série, enfatiza o quão um homem deve se distanciar da sociedade, evitando tumultos e conflitos para não se transformar em um monstro. Alguns elementos, como a primeira transformação no metrô, foram extraídos da edição #163 do Demolidor de Frank Miller. Acusado de ter atacado uma mulher, Banner recebe a ajuda do advogado Matt Murdock (Rex Smith), que é também o Demolidor, um vigilante noturno que combate o crime na Cozinha do Inferno. Temos a participação do Rei do Crime (John Rhys-Davies), que reside numa edifício cuja altura cobre até mesmo o céu, como todo homem de negócios.

Sem nenhuma permissão jurídica (por falta de provas) para colocar fim no reinado de Fisk, Murdock logo percebe que Banner está à mercê dos capangas de seu algoz. Incriminado, Banner é mantido preso, mas ele não se importa, embora corra risco de morte por não ter sido eliminado quando se encontrava no mesmo local que os capangas de Fisk, sendo testemunha do ocorrido. A direção, agora apenas de Bill Bixby, com roteiro de Gerald Di Pego (que também trabalhou na série) e produção de Robert Ewing, Hugh Spencer-Phillips, Bixby e Di Pego, deixa o telespectador ansioso para a aparição do Hulk, ainda mais quando o mesmo é julgado, com Banner exposto publicamente. Não há nenhum confronto direto do Hulk com o Demolidor, mas sim uma gratidão de Murdock pelo alter ego de Banner ter salvo sua vida, com ambos confidenciando seus segredos um para o outro. Há uma parceria verdadeira aqui, um advogado que consegue fazer com que um homem amaldiçoado siga em frente com sua vida, com o mesmo ajudando-o a recuperar o foco.


Curiosidades:

O Hulk já havia sido julgado nas HQs em Incredible Hulk #153.

Stan Lee (criador do Hulk), faz uma participação especial.

A assistente de Matt Murdock, Christa Klein (Nancy Everhard), apareceu em O Justiceiro (1989).



A Morte do Incrível Hulk (1990).


Bill Bixby, retorna na direção, ele estava realmente interessado em expandir o conceito da série televisiva, com Gerald Di Pego retornando ao roteiro, e produção de Robert Ewing, Hugh Spencer-Phillips e Bixby... o terceiro (e último) telefilme do Hulk, retorna ao conceito básico da série, Banner buscando uma cura para seu problema, trabalhando como funcionário em um laboratório, ele aprimora, discretamente, as pesquisas do doutor Ronald Pratt (Phillip Sterling), até obviamente ser descoberto, quando Pratt decide passar a noite no laboratório, descobrindo seu ajudante misterioso, e tudo é revelado.

Uma espiã, Jasmin (Elizabeth Gracen), uma espécie de Viúva Negra, tem a missão de roubar os segredos de Pratt, nisso, Pratt decide ajudar Banner a se curar do Hulk, com pequenas incoerências no roteiro, quando Banner diz nunca ter visto o Hulk, sendo que ele havia visto seu alter ego, mesmo no inconsciente, no filme (episódio em duas partes que inicia a segunda temporada) Casado. Algumas coisas acontecem, e Pratt é deixado em estado de coma, com Banner fazendo o possível para ajudá-lo, enquanto simpatiza com Jasmin que, assim como ele, se encontra em fuga, quando se dá conta de que toda sua vida foi uma mentira. A química entre um cientista fugitivo, com uma ex-degenerada, é recíproca, com a curiosidade do telespectador em saber como o romance entre ambos terminará, embora os poucos momentos de conforto, seja apenas um sonho distante, exceto para Banner, que quer esquecer todas as coisas ruins que passou.

O desfecho, que ocasiona na morte do Hulk, é triste... um final dramático que até hoje emociona.


Curiosidades:

Carla Ferrigno (esposa de Lou Ferrigno), faz uma participação especial.

Os danos que o Hulk sofreu na série, embora não sejam catastróficos, o torna quase imortal.

O segurança do laboratório, Tom (Duncan Fraser), apareceu em Timecop: O Guardião do Tempo (1994).

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